terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Perólas dos espertalhões 1

Só para dar exemplos claros e reais do que quero dizer sobre tiradas com classe aos folgados de plantão. (Falei sobre tiradas com classe no texto Arquitetos de si mesmos) Escrevi esse texto me baseando em episódios ocorridos comigo e com conhecidos onde precisaram usar o sentido “Vesgo e Silvio” para dar respostas inteligentes que colocavam algumas pessoas, merecidamente, em seus lugares. ”O cliente sempre tem razão”. Essa é a maior mentira que um marketeiro já inventou. Acho que deve ter sido criada pelo Marcos Valério. Ele está preso? Quem falou que os clientes sempre têm razão nunca foi funcionário de loja. Não é possível, algumas pessoas realmente acreditam que prestadores de serviços são escravos. Alguns clientes são arrogantes, os tratam como insetos e ainda tem que sorrir e fingir que não se ofendeu. Os patrões deviam analisar cada caso isoladamente como fez o atual patrão da minha Tia. Ela me disse que entrou um casal na loja que ela trabalha, é uma loja de Jóias e roupas íntimas, dessas que só atendem da classe média para cima, no shopping. Falou que o sujeito era grosseirão, entrou brigando com a mulher que estava grávida de 5 meses por algo a pouco ocorrido. - Eu te falei para não fazer isso! - Amor, eu já te expliquei. Não percebi, quando fui ver já tinham feito o engano... - Não importa, mas você vai ter que se responsabilizar. Minha tia afirmou: “Eu fiquei com vergonha pela mulher, ele estava falando muito alto, quando entraram todo mundo olhou para os dois”. - Pois não, posso ajudá-los? – solicitou-se minha tia, tentando, segundo ela acabar com a discussão constrangedora. - Se você tiver dois mil reais para me emprestar sim. – Respondeu o “cliente com razão”, com uma delicadeza de lenhador canadense. “Douglas, dali em diante eu não olhei mais para ele enquanto não terminei o atendimento.” A sortuda esposa comprou algumas roupas de dormir e uma pulseirinha de ouro para o Bebê a caminho, será uma menina chamada Sofia, o nome que foi gravado no pingente da pulseira. Na hora de pagar, mais problemas. O sujeito insistiu que era para ser cobrado no cartão dele, a mulher, sem que ele ouvisse cochichou para minha tia que fosse no cartão dela. Minha tia obedeceu a esposa, e por um problema de sistema fora do ar, (eles sempre estão), no cartão da esposa não foi aprovado. - Eu falei para você que passasse no meu cartão. Não me ouviu? – gritou se virando para minha tia. Ainda com a razão o sujeito se dirigiu para a saída, enquanto a mulher esperou que ele se afastasse um pouco para pedir perdão para minha tia pelo acontecido. - Desculpa, viu? Ele está de cabeça cheia hoje. (“Cheia de M...” Rima com Lerda. Minha tia pensou). - Nada não. Que Deus abençoe o seu casamento, e... – o sujeito se aproximou de novo, tentando descobrir o porquê da demora de 10 segundos. -... Tenha uma boa hora! – completou minha tia. - Nossa! – gargalhou o “com a razão” – A muito tempo eu não ouvia isso. - Olha, eu costumo falar isso só para mulheres. Mas se você não ouve isso a tanto tempo assim, talvez faça muito tempo que você não engravida. “Pude ver um sorriso nos lábios da esposa, e o ódio nos olhos do grosseirão.” Ele chamou o gerente. E já foi se adiantando... – A sua funcionária nos tratou com... O chefe dela o interrompeu. – Só um segundo senhor. Cida o que aconteceu? Ela narrou o acontecido, e o chefe deu a sentença sem nem ouvir a versão do “sem razão”: “Senhor perdão? Mas entre você, que nunca vira o rosto antes em toda minha vida, e uma pessoa que conheço a mais de dois anos, em quem o senhor acha que devo acreditar”? - Vocês acabaram de perder um cliente. Eu nunca mais coloco os pés aqui. - Não senhor, nós ganhamos o prazer de não mais ter sua presença. Obrigado e pode se retirar. O bom senso enfim ganhou. O que não aconteceu com a uma vizinha que trabalha em uma loja de roupas. Ela sofre duas vezes por mês para retocar o cabelo aloirado que insisti em se rebelar e mostrar as caras castanhas. Então na loja que ela trabalhava chegou uma linda mocinha, tipo poodle que é bonitinho mais ataca. Se sentindo a Paris Hilton Cuiabana, exigiu. - Preciso de uma camiseta da cor vermelho sangue, vocês têm aqui? - Não sei se é bem dessa cor, mas pode vir até aqui. Ela mostrou a camiseta que havia falado, e foi sumariamente corrigida. - Isso é vermelho tomate, não vermelho sangue. Por isso que dizem que loira é burra. - Burra? - Isso mesmo, burra! - O gerente estava passando por perto foi até lá. Ouviu a versão da garota, corrigiu a funcionária na frente da “Cliente com razão”, e prometeu que isso nunca mais aconteceria. E não aconteceu mesmo, não sei porque, a loja mudou de nome e até o gerente não trabalha mais lá. (ela ficava na esquina da 13 de Junho com a Getulio. Desconfia qual seja?)

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