quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Douglas e as Palavras

Agosto, mês do meu aniversário, completarei inacreditáveis 23 anos. Lembro de olhar para meu tio uma vez e perguntar pela idade dele, 23 anos na época, e fiquei imaginando como seria ter aquela idade que parecia estar tão, tão distante (Far, Far away. Quem é fã de Shrek entende!) Pareceu-me de alguma forma que meu tio não tinha tudo o que eu imaginava que uma pessoa de 23 anos devia ter. Na cabeça daquela pobre criança (creançaa) não fazia sentido ele não ter estudo (ter feito um curso superior ou coisa assim), carro (nem que fosse um “Fuscão 69), namorada (Até uma Fiona serveria, uma Fiona diurna, claro!) até mesmo ainda morar com minha Vó. (se minha vó fizesse seus quitutes das 15h15 para o resto da vida, até eu ia desejar morar com ela). Fiquei até com uma certa dó do meu tio. Deu até vontade de dividir meu dinheiro do lanche com ele. Brincadeirinha, lanche é sagrado!

Fiquei com aquilo durante uns 15 segundos na cabeça até me distrair com alguma brincadeira. Hora ou outra aquilo me voltava e declarava (palavras) : “comigo vai ser diferente, comigo vai ser diferente”! (alguém assistia “Esqueceram de mim” desenho? O garoto esfregava uma luva de baseball repetindo uma frase até o desejo dele magicamente ser atendido). E claro que foi diferente, porque eu sou outra pessoa. Eu sou diferente. Não estou dizendo de escala de valor, melhor-pior, estou falando do diferencial. Divido meus pais com minhas irmãs, mas a leitura que faço deles é única, divido livros com amigos, mas a leitura (nesse caso literalmente) que faço deles é única, divido espaço, alguns filmes, pensamentos, projetos, lanche, (é... lanche não) mas, minha visão vai ser sempre diferente, porque eu sou um produto cuja matéria prima é impossível de ser “juntada” e misturada para formar um outro “eu”. E isso serve para qualquer outro ser pensante na terra. (e a Carla Perez também, porque não?!)

Leia isso em voz alta: Nós somos diferentes!

Vira e mexe (falar em Carla Perez dá nisso, já vem letra de Axé: Vira e mexe, mainhaaa.... hehehhe) mas, continuando... Vira e mexe deparo-me com pessoas se irritando comigo. E, dependendo de como isso é manifestado eu reparo meu erro na hora. Peço perdão, digo que não farei mais e é bem possível que não faça de novo mesmo. Considero respeitável a opinião alheia sobre o que digo, quando é direcionado a ela, quando é direcionado a outros e uma pessoa alheia a isso demonstra não gostar, eu confesso que não me importo. E isso é engraçado, porque as coisas que digo, sempre no intuito de provocar se não riso pelo menos pensamentos, desagradam aqueles cujo(a) minhas palavras não tem como alvo.

Sei que, sabe-se lá porque, as pessoas levam em consideração o que falo. (Para o bem ou para o mal isso acontece sempre). Vivo descobrindo coisas que disse, “Douglas, você lembra que uma vez me disse isso, isso e isso?”, envergonhado respondo: “Claro que lembro”! Fico fascinado não com o poder das minhas palavras, mas o poder das palavras! “Cara, não leva tão a sério o que eu digo”, “Ah, Douglas, mas é que você é tão sincero daí eu fiquei pensando naquilo e...!” Quero que não confundam sinceridade com grosseria, procuro não ser deselegante. Apesar dessa tentativa não me blindar, ás vezes sou com propósito! Não tenho pretensão de ser o mestre-sabe-tudo, mas, quero dividir tudo o que sei. A melhor forma de se tornar eterno é despertar no outro o potencial que ele tem para aprender.

Aprendi com isso que as palavras são mágicas, (nada de pensamento positivo), falo de Oração. Falo que as palavras possuem o potencial de dar conforto, de irritar, de destruir, de contribuir, de transformar. Eu creio na PALAVRA, eu creio através dela.

Os pensamentos que me vieram da observação da vida de alguém com 23 anos foram palavras que cultivei em mim. Quando declarei que comigo seria diferente, de alguma forma estava usando aquelas palavras como degrau. Foi minha pequena oração. Ainda faltam algumas coisas daquela lista de “coisas para se ter com 23”, mas estou no processo, não morri! (Fiona, cadê você Fiona?! Hehehe)

Por isso se está na lista dos que um dia se irritou comigo nesses 23 anos de vida que estou prestes a completar (nascimento: 28/08), eu te peço uma chance de te ofertar outras palavras.

Você é extremamente importante para mim a ponto de me importar/implicar/aplicar-me em pensamento e em palavra-ação e dizer-lhe algo e, em uma tentativa sem sucesso tentei fazer com que olhasse sob novo ângulo. Quero que entenda que isso não é um pedido de desculpas, não posso pedir desculpas por ser quem sou, mas posso aprender como ser melhor “eu”, nisso espero contar com você, com suas palavras. Você sem dúvida alguma é um dos ingredientes que me formam. “Douglas, Douglas... eu nem te conheço direito, como posso ser importante assim?” Ótima pergunta!

Deixe-me um comentário no blog e contribua para meu crescimento. (uma pessoa me disse essa semana: “Cresça!” Uma pessoa que aos 35 anos de idade se veste como uma criança, me ocorreu de dizer isso a ela, mas pensei: (olha as palavras transformando e ajudando evoluir de novo através de meus pensamentos), “será que ela está preparada para ouvir isso? Aqui é o lugar certo para dizer isso? Ela realmente se veste como uma criança? (sim)” acabei preferindo a sabedoria e não disse nada. Por enquanto. )

Ahh, meu aniversário! Se uma coisa eu te peço nesse aniversário são palavras. Por favor, me presenteiem com palavras. E, com Polos, com livros, CDs, relógio, camisetas... hehehhee. Palavras são meu combustível. Álcool também, não, não. Eu não bebo, mas meu carro sim! Tragam suas palavras bem embrulhadas, com todo cuidado e carinho, eu prometo não só cuidar bem delas, mas prometo plantá-las e fazer delas um grande jardim. Obrigado!

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